Rato-do-campo; Rato-saltador - Wood Mouse

Apodemus sylvaticus



ORDEM: Rodentia
FAMÍLIA: Muridae
GÉNERO: Apodemus
ESPÉCIE: A. sylvaticus
Este pequeno roedor, que mede 7 a 9 cm de comprimento e com a cauda de igual comprimento, vive em toda a Europa, em campos, junto a caminhos, em parques e nas orlas dos bosques.
Torna-se mais activo ao fim do dia e à noite.
Fazem os ninhos e armazenam alimentos em galerias subterrâneas, escavadas por si ou em tocas de outros roedores que entretanto foram abandonadas. No Inverno costumam abrigar-se em construções edificadas pelo homem.
Alimenta-se de sementes, rebentos de plantas, bagas e cogumelos, minhocas, caracóis e insectos.
Tem a particularidade de dar saltos grandes, que podem atingir os 80 cm.
Tem 3 ou 4 partos por ano, com 3 a 8 crias em cada ninhada.
As cobras, alguns mamíferos e as aves de rapina, são os seus principais predadores.
(Fotografado em: 14.07.2009)
(Localização: 41°30'13.39"N - 8°46'6.34"O)
Espécie 131

Coelho-europeu; Coelho-bravo

Oryctolagus cuniculus

ORDEM: Lagomorpha
FAMÍLIA: Leporidae
GÉNERO: Oryctolagus
ESPÉCIE: O. cunuculs
Mamífero com 34 a 45cm de comprimento, que se encontra disseminado por todo o País.
É encontrado em diferentes tipos de habitats que vão desde os terrenos secos e arenosos, às planícies e pastos, parque e zonas montanhosas.
Normalmente mais activo ao início do dia, vive em colónias e habita em luras que a própria colónia constrói. Se formos mais atentos num passeio pelos caminhos que ligam Fão a Apúlia, por exemplo, podemos observar nas orlas desse caminhos pequenos túneis na vegetação, que servem de de percurso entre as suas tocas e os locais de alimentação, usando quase sempre os mesmos percursos para esse fim. Encontramos também pequenos buracos escavados no chão, marcas da sua passagem na procura de raízes e pequenos tubérculos para se alimentarem. Ervas, cascas de árvores e frutos, fazem também parte da sua dieta, que é exclusivamente herbívora.
Aqui, no Sul da Europa, procriam todo o ano. Têm 4 a 6 partos por ano, a gestação tem a duração de 4 a 5 semanas e as ninhadas são compostas por 4 a 7 crias que nascem sem pêlo e cegas. São amamentadas durante 4 semanas, tornando-se independentes a partir dessa altura.
As colónias são bem organizadas, chegando a haver combates rituais para estabelecer hierarquias dentro do grupo. Defendem o território da colónia ferozmente, podendo mesmo causar ferimentos graves nos invasores.
(Fotografado em: 23.06.2009)
(Localização: 41°29'56.33"N - 8°45'57.44"W)

Espécie 130
NT

Doninha

Mustela nivalis





Este Mustelídeo, é o mais pequeno carnívoro existente no nosso País, e de difícil observação.
Os machos têm um comprimento que varia entre 18-27 cm e a cauda entre 5-6.5 cm e pesam cerca de 70-170 gr. Já as fêmeas são mais pequenas e medem entre 16-19 cm, têm 4-5.5 cm de cauda e 40-90 gr de peso.
Existe na América do Norte, na maior parte da Ásia e no Norte de África. Na Europa, está apenas ausente na Irlanda, Córsega e Islândia. Para combater as pragas de coelhos e roedores, foi introduzida na Nova Zelândia e na Austrália. Em Portugal é uma espécie comum e tem uma distribuição uniforme de norte a sul do país.
Desde que tenha abrigo e presas, vive numa grande variedade de habitats, desde pastos até florestas e zonas montanhosas . Os campos agrícola, sobretudo aqueles que se encontram separados por muros de pedras, são o seu espaço preferido. Geralmente são animais solitários e activos tanto de dia como de noite. Os mamíferos são a sua principal dieta, nomeadamente os roedores. As aves, répteis e ovos podem também ser consumidos.
É em Fevereiro que se inicia a época de acasalamento, nascendo as crias entre Abril e Maio após um período de gestação que varia entre os 34 e os 37 dias. Normalmente nascem 4 a 6 crias, que são amamentadas durante um mês e meio, sendo que só a progenitora participa nos cuidados parentais. As crias estão preparadas para caçar ao fim de 8 semanas, deixando a família entre a 9ª e a 12ª semana. Atingem a maturidade sexual entre os 3 e os 4 meses. Quando as presas são bastante abundantes, pode haver um segundo período reprodutor no final do Verão.
Faz o ninho, com frequência, em tocas e galerias de roedores que previamente captura, utilizando a pelagem das presas para criar mais conforto na toca.
(Fotografado em: 31.08.2008)
(localização: 41°30'36.35"N - 8°45'52.03"O)

Esquilo-vermelho

Sciurus vulgaris





Mamífero com 25 cm. Cauda comprida e espessa, de aspecto esponjoso. A cor da pelagem é muito variável, desde pardo-avermelhado, pardo-amarelado ou castanho-acinzentado até quase ao preto. No Inverno, as orelhas exibem tufos de pêlos bastante compridos.
Distribui-se por toda a Europa, excepto Islândia e as ilhas do Mediterrâneo, sendo os seus habitats os bosques de caducifólias, mistos e de coníferas, e também os parques e jardins.
Diurno, vive sobretudo nas árvores e é, quase sempre, um animal solitário. Constrói ninhos bastante elaborados com pequenos ramos secos, tendo, regra geral, um principal e vários secundários. Onde se esconde durante o Verão e que utiliza como refúgio, os quais ficam muitas vezes situados nas copas ou entre os ramos das árvores.Também ocupa os troncos destas ou ninhos abandonados pelas gralhas.Armazena alimentos para o Inverno nos troncos ocos ou então enterra-os no solo. Durante a parte mais fria do ano (sobretudo se o tempo estiver frio e húmido), reduz consideravelmente a sua actividade, dormindo, por vezes, vários dias seguidos nos eu ninho.
Alimenta-se de sementes e casca de árvores, nozes, bagas silvestres, cogumelos, rebentos e caules frescos, além de insectos, ovos e crias de aves.
Gestação de cerca de 38 dias, com 1-2 partos por ano de 2-5 crias cada, as quais são amamentadas durante dois meses, para logo de seguida se tornarem independentes. O macho não participa nos cuidados dispensados às crias.
Durante os meses de Inverno, o Esquilo-vermelho procura, com a ajuda do seu excepcional faro, os frutos e as sementes que foi escondendo e enterrando durante o Outono, mas, como não conseguirá encontrar todos os esconderijos utilizados, é precisamente assim que contribui para a reprodução de diversas árvores no bosque.
(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°30'48.03"N - 8°46'43.10"O)

Ouriço-cacheiro

Erinaceus europaeus

Parte superiora do corpo coberta por espinhos brancos-pardacentos. Cabeça e zona abdominal revestidas por pêlos ásperos. A cauda, que mede 2-5 cm, está escondida sob os espinhos.
Distribui-se por toda a Europa, excepto o Norte da Escandinávia e a Islândia. Os seus habitats preferidos são as orlas dos bosques com muitas moitas, os parques urbanos e os jardins. Na montanha dá-se até aos 2000 metros.
Vespertino e nocturno, mas os jovens também têm actividade diurna. É um animal solitário e trepa surpreendentemente muito bem. Refugia-se durante o dia em moitas frondosas ou debaixo de pedras ou montes de lenha e também em jardins. Constrói um ninho fofo, com feno e folhas secas, e, em latitudes temperadas, hiberna desde Outubro até Abril.
Alimenta-se de insectos, minhocas, caracóis, pequenos ratos, rãs, ocasionalmente serpentes, bagas silvestres e, no Outono, também a fruta caída das árvores.
Gestação de 5-6 semanas, 1-2 partos por ano, com 4-7 crias cegas e surdas (nidícolas). São amamentadas durante 3-4 semanas e tornam-se independentes ao mês e meio de vida. O macho não participa nos cuidados dispensados às crias.
Os espinhos são pêlos transformados e um ouriço-cacheiro adulto possui entre 4000-8000. em geral dobrados para trás. Se se assusta, eriça-os com a ajuda de uma robusta musculatura que cobre toda a zona dorsal. Consegue ao mesmo tempo esconder rapidamente a cabeça e as patas debaixo deste "capacete". O animal adopta então a forma de uma bola coberta de espinhos eriçados, evitando assim que qualquer inimigo o possa atacar.
(Fotografado em 2006)
(Localização: 41°30'39.23"N - 8°45'59.73"O)